domingo, 27 de agosto de 2017

01. A criacao do planeta Terra e dos seus habitantes

Mesmo existindo as teorias cientificas que explicam ou pelo menos tentam explicar a origem do universo e todos os elementos que o compõem, além da parte material em si na minha opinião não podemos negar a existência de uma força, um poder, algo que rege tudo o que existe. A este algo chamamos “Deus”.

“1. Que é Deus? - Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.
4. Onde se pode encontrar a prova da existência de Deus? - Num axioma que aplicais às vossas ciências. Não há efeito sem causa. Procurai a causa de tudo o que não é obra do homem e a vossa razão responderá.
(...) Deus é eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom. Criou o Universo, que abrange todos os seres animados, e inanimados, materiais e imateriais.”
O Livro dos Espiritos, Allan Kardec



No livro A Caminho da Luz, Emmanuel nos explica que existe uma comunidade de Espiritos puros (explicaremos este conceito posteriormente) e eleitos pelo Senhor supremo do universo (que seria Deus), em cujas mãos se conservam as diretrizes da vida de todos os planetas.

“1. No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.”
Biblia Sagrada, João 1:1

No livro “O Evangelho de João Na Visão Espírita”, temos a explicação para este versículo: “Uma das características de Deus é Sua eternidade, tendo criado, com caráter de perpetuidade, tudo que existe por força da Sua Vontade Soberana, enquanto que Suas criaturas modificam, os elementos existentes, através da sua atuação, sendo que os mais evoluídos realizam esse trabalho pela força do pensamento, como é o caso de Jesus(...)”.

“O princípio de todas as coisas e seres é o pensamento divino que, no ato da emissão e por virtude própria, se transforma em leis vivas, imutáveis, permanentes. Entidades realmente divinas, como intérpretes, ou melhor, executoras dos pensamentos do Criador, utilizam­-se do Verbo — que é o pensamento fora de Deus — e pelo Verbo plasmam o pensamento na matéria; a força do Verbo, dentro das leis, age sobre a matéria, condensando­-a, criando formas, arcabouços, para as manifestações individuais da vida. O pensamento divino só pode ser plasmado pela ação dinâmica do Verbo, e este só  pode ser  emitido por entidades espirituais individualizadas —  o que o  Absoluto não é —  intermediários existentes fora do plano Absoluto, mas que possuam força e poder, para agir no campo da criação universal. Assim, quando o pensamento divino é manifestado pelo  Verbo, ele se plasma na matéria fundamental, pela força da mesma enunciação, dando nascimento  à forma, à criação visível, aparencial. Sem o Verbo não há essa criação, porque ela, não se concretizando na forma, é como se não existisse; permaneceria como pensamento divino irrevelado, no campo da existência abstrata. Ora, para a criação da Terra o Verbo foi e é o Cristo.”
Os Exilados de Capela, Edgard Armond

A Terra, explica Emmanuel, em consonância com a Teoria do Big Bang, foi gerada a partir de um desprendimento da nebulosa solar. No começo era um laboratório de matérias ignescentes, com muitas descargas elétricas.
Antes que a Terra resfriasse, houve um desprendimento de sua massa, dando surgimento a Lua, cujo resfriamento foi mais rápido devido ao seu tamanho menos considerável, tal qual nos explica Allan Kardec em seu livro A Genese.
Surge então a matéria ponderável (que se pode pesar), dando origem ao hidrogênio. Atmosfera imensa carregada de água em estado de vapor e de todas as materias volatilizáveis.
Ate ai temos o Periodo Astronomico e também a interpretação do 1º dia da criação do mundo conforme a Genese de Moises.

Após isso, vem o Periodo Primario, ou o 2º dia conforme Moises. O frio dos espaços atua sobre aquela matéria incandescente e a condensação dos metais verifica-se com a leve formação da crosta solidificada. Ausencia completa de vida orgânica. Éon Hadico, conforme a Tabela Cronoestratigrafica Internacional. Contamos ai cerca de 4,6 Bilhoes de anos atrás.

Depois temos o Periodo de Transicao. Formam-se os primitivos oceanos. As paisagens aclaram-se, fixando-se a luz solar, adequou-se a pressão atmosférica. Estabeleceu-se os grandes centros de forca da estratosfera e ionosfera e edificou-se a camada de ozônio para que filtrassem convenientemente os raios solares. Formou-se um liquido viscoso sobre a crosta do planeta e também no fundo dos oceanos, que seria o protoplasma, dando origem as células albuminoides, amebas e todas as organizações unicelulares, isoladas e livres. Com o tempo, esses seres se movem ao longo das águas, encontrando assim o oxigênio, elemento que a terra firme ainda não possuía. Estes seres possuíam apenas o tato como sentido, e aos poucos foram desenvolvendo os demais.
Muito tempo depois, as amebas se associam para formam as colônias de infusórios e polipeiros. Após milhares de anos, coordenaram os elementos da nutrição e da conservação da existência. O coração e os brônquios são constituídos e após isso vem o surgimento de pródomos celulares do sistema nervoso e órgãos da procriação, que posteriormente se aperfeiçoariam. O Sol começa a atravessar a atmosfera brumosa do planeta. Seria este o Éon Arcaico, compreendido entre 4 e 2,5 bilhões de anos atrás, aproximadamente, marcada pela atividade vulcânica e fluxo de calor três vezes maior que o atual.

E então o Período Secundário, onde fenômenos geológicos que delineam os continentes e fixam a posição dos oceanos, surgindo desse modo as grandes extensões de terra firme. Surgem os primeiros crustáceos marinhos e logo depois os batráquio, que trocam as águas pelas regiões lodosas e firmes. Nessa fase do planeta todo o globo está coberto de vegetação luxuriante. Falamos agora do Éon Proterozóico, que está compreendido entre 2,5 bilhões e 541 milhões de anos e compreende o período onde houve acúmulo de oxigênio na atmosfera (atribuído às algas azuis), bem como entramos no éon Fanerozóico, Era Paleozoica, que se estende até 251 milhões de anos atrás, aproximadamente.  Temos o 3º e o 4º dia da Gênese de Moises.

Faço aqui referencia novamente a Gênese de Allan Kardec, onde debate sobre o Capitulo 1 da Gênese de Moises, versículo 3 (criação da luz) e 14-16 (criacao do Sol e da Lua). Explica Kardec que “nos primeiros tempos de sua formação, a atmosfera terrestre, estando carregada de vapores densos e opacos, não permitia ver o Sol, o qual devido a isso, não existia para a Terra.(...) A afirmativa de Moises é falsa quando faz crer que a Terra houvesse sido criada antes do Sol; a Terra, sendo sujeita ao Sol em seu movimento de translação, deve ter sido formada depois dele: é o que Moisés não podia ter sabido, pois ignorava a lei da gravitação.”

Começa então a Era Mesozóica, criação dos dinossauros. Conta-nos Emmanuel que nessa época “a natureza torna-se uma grande oficina de ensaios monstruosos. Após os repteis, surgem os animais horrendos das eras primitivas. (...) Todas as arestas foram eliminadas. Aplainaram-se dificuldades e realizaram-se novas conquistas. A máquina celular foi aperfeiçoada, no limite do possível, em face das leis físicas do globo. Os tipos adequados à Terra foram consumados em todos os reinos da natureza, eliminando-se os frutos teratológicos e estranhos, do laboratório de suas perseverantes experiências. A prova da intervenção das forcas espirituais, nesse vasto campo de operações, é que, enquanto o escorpião, gêmeo dos crustáceos marinhos, conserva ate hoje, de modo geral, a forma primitiva, os animais monstruosos das épocas remotas, que lhe foram posteriores, desapareceram para sempre da fauna terrestre, guardando os museus do mundo as interessantes reminiscências de suas formas atormentadas”. Nessa mesma  Era os dinossauros desaparecem, há aproximadamente 65 milhões de anos atrás.

Os mamíferos começam a evoluir e surgem os primeiros primatas. É o 5º dia segundo a Gênese de Moises, onde foram criados os peixes e os pássaros. Falamos então da Era Cenozoica, onde nos encontramos igualmente no período atual. É um período marcado pelas mudanças na crosta terrestre, dando origem, inclusive, a cadeias de montanhas, como a Cordilheira dos Andes, os Alpes e o Himalaia.

A era Cenozoica está dividida em três períodosPaleogenoNeogeno e Quaternário. O termo Terciário foi tradicionalmente usado para indicar o intervalo de tempo entre o Mesozoico e o Quaternário, o que equivale ao Paleogeno e Neogeno. O uso do termo Terciário é desencorajado pela Comissão Internacional sobre Estratigrafia e caiu em desuso oficialmente em 2004.

O Neogeno é dividido em duas épocas, Mioceno (inicio há 23 milhoes de anos atrás) e Plioceno (inicio há 5 milhoes de anos atrás). No Mioceno temos os primeiros antropoides e no Plioceno os hominídeos, antepassados diretos do Homo Sapiens.

Antes do período Quaternário, Kardec nos fala sobre o Período Diluviano, onde ocorreu “um dos maiores cataclismos que transformaram o globo, mudaram mais uma vez o aspecto de sua superfície, e destruíram, sem que fosse possível sua volta, uma multidão de espécies vivas, das quais encontramos os restos. (...) Os novos depósitos que formaram são designados, em Geologia, sob o nome de terrenos diluvianos.
Um dos traços mais característicos deste grande desastre são as rochas denominadas blocos erráticos. (...)
Um fato não menos característico, e do qual ainda não foi explicada a causa, é que nos terrenos diluvianos são encontrados os primeiros aerólitos; desde que somente nesta época é que eles começaram a cair e a causa que os produziu não existia antes. (...)
É ainda nesta época que os polos começam a se cobrir de gelo, e que formam as geleiras nas montanhas, o que indica notável mudança na temperatura do globo. Esta mudança deve ter sido súbita, pois se houvesse sido produzida gradualmente, os animais, tais como elefantes, que hoje vivem somente nos climas quentes, onde apenas são encontrados, e que no estado de fósseis se nos deparam em tão grande quantidade nas terras polares, teriam tido tempo de se retirar pouco a pouco em direção as regiões mais temperadas. Tudo prova, ao contrario, que foram subitamente presos pelo grande frio e sepultados no gelo.
Esse foi, pois, o verdadeiro dilúvio universal.”

O Quaternário é dividido entre Pleistoceno (onde ocorreram as glaciações, há cerca de 2 milhões de anos), chamada por isso de Idade do Gelo, e Holoceno (civilização atual, iniciando há 10 mil anos atras). Na Gênese de Kardec este período configura como pos-diluviano, e seria o 6º dia da Gênese de Moises.
Ou seja, vemos que existiu um dilúvio universal, causado pelo aquecimento do globo terrestre, há 10mil anos atrás, e também dilúvios locais, como o dilúvio do Oriente Medio (ou do local conhecido como crescente fértil).

“Por ocasião do levantamento das montanhas do Cáucaso, posterior ao dilúvio universal, parte daquelas águas foi recalcada para o Norte, na direção do oceano Boreal; outra parte, para o Sul, em direção ao oceano Índico. Estas inundaram e devastaram precisamente a ­Mesopotâmia e toda a região em que habitaram os antepassados do povo hebreu. Embora esse dilúvio se tenha estendido por uma superfície muito grande, é atualmente ponto averiguado que ele foi apenas local; que não pode ter sido causado pela chuva, pois, por muito copiosa que esta fosse e ainda que se prolongasse por quarenta dias, o cálculo prova que a quantidade de água caída das nuvens não podia bastar para cobrir toda a terra, até acima das mais altas montanhas. Para os homens de então, que não conheciam mais do que uma extensão muito limitada da superfície do globo e que nenhuma ideia tinham da sua configuração, desde que a inundação invadiu os países conhecidos, invadida fora, para eles, a Terra inteira. Se a essa crença aditarmos a forma imaginosa e hiperbólica da descrição, forma peculiar ao estilo oriental, já não nos surpreenderá o exagero da narração bíblica. O dilúvio asiático foi evidentemente posterior ao aparecimento do homem na Terra, visto que a lembrança dele se conservou pela tradição em todos os povos daquela parte do mundo, os quais o consagraram em suas teogonias[1]. É igualmente posterior ao grande dilúvio universal que assinalou o início do atual período geológico. Quando se fala de homens e de animais antediluvianos, a referência é àquele primeiro cataclismo.”
A Genese, Allan Kardec


Conforme artigo publicado na Revista Planeta, “alguns cientistas pensam que realmente houve uma grande inundação no Mar Negro há milhares de anos, que poderia ter arrastado a arca de Noé para o topo do Monte Ararat, o mais alto da Turquia, onde se encontrariam vestígios do barco”. (...) Uma hipótese seria “proposta pelo geólogo americano William Ryan e outros pesquisadores, em 2003. Eles afirmam que o clima se tornou mais seco logo depois do período de clima frio entre 12,7 mil e 11,5 mil anos atrás, conhecido como Dryas Recente. A evaporação resultante fez o Mar Negro baixar para 95 metros abaixo do nível atual. À medida que o clima aqueceu e a capa de gelo se derreteu na Europa, o nível do mar subiu no Mediterrâneo, causando um catastrófico fluxo de água salgada para o Mar Negro, 8,4 mil anos atrás.
Uma inundação de gigantescas proporções, como o dilúvio, deveria deixar um registro disso no Mar Negro. Um projeto do Programa Internacional de Geociências (IGCP, na sigla em inglês), iniciativa da União Internacional das Ciências Geológicas e da Unesco, procurou vestígios da ocorrência em sedimentos do fundo do mar, em fósseis, no relevo e pistas arqueológicas. A pesquisa fez parte de um projeto conjunto envolvendo o IGCP e a União Internacional para Pesquisa do Quaternário, que abordou a mudança do nível do mar e as estratégias adaptativas humanas no Corredor Cáspio-Negro-Mediterrâneo.(...) A última vez que o nível da Bacia do Mar Negro caiu para 95 metros abaixo do atual foi durante o Último Máximo Glacial. No início do período Holoceno, há 10 mil anos, o Mar Negro, então um lago, gradualmente passou de 40 metros para 20 metros abaixo do nível atual, em virtude da entrada de água originária do Mediterrâneo.”

“De todas as Gêneses antigas, a que mais se aproxima dos dados científicos modernos, apesar dos erros que encerra e que hoje são demonstrados até se tornarem evidentes, é incontestavelmente a de Moisés. Alguns de tais erros são mesmo mais aparentes do que reais, e provêm da falsa interpretação de certas palavras, cuja significação primitiva foi perdida ao passar de uma língua para outra pela tradução, ou cuja acepção mudou com os costumes dos povos, ou da forma alegórica característica do estilo oriental, e do qual se tomou o significado literal, em vez de procurar-se seu espírito.
A Bíblia contém evidentemente narrativas que a razão, desenvolvida pela Ciência, não poderia aceitar hoje  em dia; igualmente, contém fatos que parecem estranhos e repugnantes, porque se ligam a costumes que não são adotados. Porém, ao lado disso, haveria parcialidade se não reconhecêssemos que ela encerra grandes e belas coisas. A alegoria ali tem lugar considerável e sob tal véu ela esconde verdades sublimes, que aparecerão se a buscarmos no fundo do pensamento, pois então o absurdo desaparecerá.”
A Genese, Allan Kardec

“Sobre alguns pontos, há, sem dúvida, notável concordância entre a Gênese moisaica e a doutrina científica, mas fora erro acreditar que basta se substituam os seis dias de 24 horas da Criação por seis períodos indeterminados, para se tornar completa a analogia. Não menor erro seria o acreditar-se que, afora o sentido alegórico de algumas palavras, a Gênese e a Ciência caminham lado a lado, sendo uma, como se vê, simples paráfrase da outra.
Notemos, em primeiro lugar, que (...) é inteiramente arbitrário o número de seis períodos geológicos, pois que se eleva a mais de vinte e cinco o das formações bem caracterizadas, número que, ademais, apenas determina as grandes fases gerais. Ele só foi adotado, em começo, para encaixar as coisas, o mais possível, no texto bíblico, numa época, aliás, pouco distante, em que se entendia que a Ciência devia ser controlada pela Bíblia.
(...) o primeiro fato que ressalta é que a obra de cada um dos seis dias não corresponde de maneira rigorosa, como o supõem muitos, a cada um dos seis períodos geológicos. A concordância mais notável se verifica na sucessão dos seres orgânicos, que é quase a mesma, com pequena diferença, e no aparecimento do homem, por último. É esse um fato importante. (…)
Dizendo que a Criação foi feita em seis dias, terá Moisés querido falar de dias de 24 horas, ou terá empregado essa palavra no sentido de período, de duração? É mais provável a primeira hipótese, se nos ativermos ao texto acima, primeiramente, porque esse é o sentido próprio da palavra hebraica iôm, traduzida por dia. Depois, a referência à tarde e à manhã, como limitações de cada um dos seis dias, dá lugar a que se suponha haja ele querido falar de dias comuns.”

A Genese, Allan Kardec

Assim, reunindo todos os elementos contidos nas referencias bibliográficas, é mais ou menos desta forma que resumo com os principais marcos a origem do nosso planeta e dos seres que os habitaram e ainda habitam.



Interseção no período Quaternário e as Idades da Pré-História:



Referencias:
Kardec, Allan. O Livro dos Espiritos. Tradução de J. Herculano Pires. 66 ed. São Paulo, Lake, 2009.

Bíblia Sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida.
Xavier, Francisco Candido. A caminho da luz. Pelo Espírito Emmanuel. 38 ed, Brasília: FEB, 2016.
http://luizguilhermemarques.com.br/livros/o-evangelho-de-joao-na-visao-espirita/. Publicado em 28/08/2012.
Armond, Edgard. Os exilados da Capela. 1ª Ed. Editora Aliança, São Paulo, 2001. 
Kardec, Allan. A Gênese. Tradução de Victor Tollendal Pacheco e apresentação e notas de J. Herculano Pires. 23 ed. São Paulo, Lake, 2010.
http://www.revistaplaneta.com.br/diluvio-revisitado/. Pesquisa em Junho/17
https://pt.wikipedia.org/wiki/Éon_geológico. Pesquisa feita em abril/2017.
http://www.stratigraphy.org/ICSchart/ChronostratChart2013-01Portuguese_PT.jpg. Pesquisa feita em abril/2017.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cenozoico#cite_note-2. Pesquisa feita em abril/2017.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pleistoceno. Pesquisa feita em abril/2017.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Escala_de_tempo_geológico.Pesquisa feita em abril/2017.
http://www.historiadigital.org/curiosidades/3-fases-da-pre-historia-que-mudaram-a-sociedade/. Pesquisa feita em maio/2017
https://www.todamateria.com.br/divisao-da-historia/. Pesquisa feita em maio/2017.


Atualizado em 21/10/2018






[1] Nota de Allan Kardec: A lenda indiana sobre o dilúvio refere, segundo o livro dos Vedas, que Brama, transformado em peixe, se dirigiu ao piedoso monarca Vaivaswata e lhe disse: “Chegou o momento da dissolução do universo; em breve estará destruído tudo o que existe na Terra. Tens que construir um navio em que embarcarás, depois de teres embarcado sementes de todos os vegetais. Esperar-me-ás nesse navio e eu virei ter contigo, trazendo à cabeça um chifre pelo qual me reconhecerás.” O santo obedeceu; construiu um navio, embarcou nele e o atou por um cabo muito forte ao chifre do peixe. O navio foi rebocado durante muitos anos com extrema rapidez, por entre as trevas de uma tremenda tempestade, abordando, afinal, ao cume do monte Himawat (Himalaia). Brama ordenou em seguida a Vaivaswata que criasse todos os seres e com eles povoasse a Terra. É flagrante a analogia desta lenda com a narrativa bíblica de Noé. Da Índia ela passara ao Egito, como uma multidão de outras crenças. Ora, sendo o livro dos Vedas anteriores ao de Moisés, a narração que naquele se encontra, do dilúvio, não pode ser uma cópia da deste último. O que é provável é que Moisés, que aprendera as doutrinas dos sacerdotes egípcios, haja tomado a estes a sua descrição.

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