domingo, 27 de agosto de 2017

02. O homem e seus antepassados – a evolução corporal

Edgard Armond cita: “segundo a ciência oficial, quando o clima da Terra se amenizou, em princípios do Mioceno (uma das quatro grandes divisões da Era Terciária, isto é, o  período geológico que antecedeu o atual) e os antigos bosques tropicais começaram a ceder lugar aos prados verdes, os antigos seres vivos que moravam nas árvores foram descendo para o chão, e aqueles que aprenderam a caminhar erguidos formaram a estirpe da qual descende o homem atual. Entre estes últimos (que conseguiram erguer­-se)  prevaleceu  um tipo, que foi chamado PROCONSUL, mais ou  menos há 25  milhões de anos, o que era positivamente um símio”.

Emmanuel, em seu livro A Caminho da Luz, “No período terciário a que nos reportamos, sob a orientação das esferas espirituais notavam-se algumas raças de antropoides, no Plioceno inferior. Esses antropoides, antepassados do homem terrestre, e os ascendentes dos símios que ainda existem no mundo, tiveram a sua evolução em pontos convergentes, e daí os parentescos sorológicos entre o organismo do homem moderno e do chimpanzé da atualidade”.

Analisando a origem do ser humano, entendemos que ele pertence a ordem dos Primatas, classificação estabelecida por Carl Linnaeus em 1758, na décima edição de seu livro, Systema Naturae. É um grupo de mamíferos que compreende também os popularmente chamados de macacos, símios e lêmures. Os primatas surgiram de ancestrais arborícolas nas florestas tropicais; muitas das características dessa ordem são adaptações a esse modo de vida.
O termo "humano" no contexto da evolução humana, refere-se ao gênero Homo, mas os estudos da evolução humana usualmente incluem outros hominídeos, como os australopitecos.
O primeiro fóssil de hominídeo foi descoberto no norte da África e é datado entre 5 a 8 milhões de anos atrás.
Há 5 milhoes de anos atrás (justamente no inicio do Plioceno), temos registro de ancestrais humanos sofrerem especiação dos ancestrais dos chimpanzés. O último ancestral em comum é Sahelanthropus tchadensis. O mais antigo no ramo humano é o Orrorin tugenensis (Millennium Man, Quênia). Tanto chimpanzés e humanos tem laringe que reposiciona-se durante os dois primeiros anos de vida para uma localização entre a faringe e os pulmões, indicando que os ancestrais em comum tinham esta característica, uma precursora da fala.
Pensa-se que o Homo habilis (que viveu no princípio do Pleistoceno inferior – aproximadamente 2 milhões de anos atrás) é o ancestral do mais esguio e sofisticado Homo ergaster. Há um debate se seria H. habilis um ancestral humano direto e se muitos fósseis conhecidos são adequadamente atribuídos às espécies.
Das espécies pertencentes ao genero Homo, a que menos se parece com o H. sapiens é o Homo habilis, com braços proporcionalmente muito mais longos, cavidade craniana menor e morfologia geral similar aos Australopithecus. O H. habilis recebe este nome pois acreditava-se ser o primeiro a utilizar ferramentas de pedra lascada, o que lhe valeu o nome específico: habilis, o habilidoso. 
O Homo ergaster  foi o primeiro hominídeo a deixar a África - fósseis foram encontrados no Oriente Médio e no Extremo Oriente (Java e Pequim), estes últimos receberam outros nomes (Homem de Java e Homem de Pequim).
De acordo com outros achados no mesmo local, pensa-se que esta espécie, que era muito próxima da nossa, teria usado instrumentos de pedra e poderia ter controlado o fogo, com fogueiras de acampamentos há pelo menos 1,5 milhão de anos.
A melhor tradução para Homo ergaster seria Homem Trabalhador, o que lhe cai bem visto que confeccionou muitos artefatos de pedra com características mais elaboradas que seus predecessores.
O Homo erectus carregaria semelhança aos seres humanos modernos, mas tinha um cérebro com aproximadamente 74 % do homem moderno. Foram encontrados restos fossilizados desta espécie com entre 50 e 100 mil anos na África (p.ex., Lago Turkana e Desfiladeiro Olduvai), Europa (Geórgia), Indonésia (p.ex., Sangiran e Trinil), e China (p.ex., Shaanxi).
Num artigo escrito por Julie Steenhuysen, de Chicago, temos pesquisas que indicam que os dois tipos de ancestrais do homem, o Homo erectus e o Homo habilis, viveram bem próximos um do outro por cerca de 500 mil anos. Encontraram dois fósseis no ano 2000 a leste do lago Turkana, no Quênia, dentro do projeto de pesquisa Kooby Fora, ligado aos Museus Nacionais do Quênia. O fóssil do Homo habilis encontrado data de 1,44 milhão de anos atrás, e é mais recente que outros fósseis conhecidos da espécie. O segundo fóssil, encontrado na mesma região do norte do Quênia, é um crânio bem preservado de Homo erectus, que data de cerca de 1,55 milhão de anos atrás, ou seja, Homo erectus, que a principio seria uma especiação do Homo habilis, teria surgido antes da extinção desta especie.
A proximidade entre eles indica que as duas espécies tinham fontes de alimento e comportamentos diferentes, para permitir que vivessem tão próximas entre si sem ser extintas.
Homo heidelbergensis é um hominídeo extinto que surgiu há mais de 500 000 anos e perdurou, pelo menos, até cerca de 250 000 anos (Pleistoceno medio). Recebeu este nome pelo fato dos primeiros fósseis descobertos terem sido encontrados próximo à Heidelberg, na Alemanha. É um antepassado direto do Homo neanderthalensis na Europa, além de apresentar bastante semelhança com os Homo sapiens arcaicos encontrados na ÁfricaHomo rhodesiensis e Homo sapiens idaltu. Hoje não se sabe se o H. heidelbergensis foi antepassado direto do homem moderno; encontra-se entre o Homo antecessor, espécie pouco conhecida e baseada em fósseis achados nas colinas de Atapuerca (Espanha), e os H. neanderthalensis, na escala evolutiva. Apresenta caracteres gerais intermediários entre H. erectus/H. ergaster e o H. sapiens.
O Homem de Neandertal compartilha com os humanos atuais em 99,7 % do seu DNA. Revela no entanto diferenças morfológicas significativas. Prevalece como fóssil do gênero Homo enquanto habitante remoto da Europa e de territórios da Ásia ocidental desde há cerca de 350.000 até há 29.000 anos aproximadamente (Paleolítico Médio e Paleolítico Inferior, no Pleistoceno).

Fonte: http://www2.assis.unesp.br/darwinnobrasil/humanev2b.htm

Muitos autores consideram que a transição de H. erectus para H. sapiens aconteceu aproximadamente 300.000 a 400.000 anos atrás. O crânio esquerdo mostrado acima tem 300.000 mil anos e foi encontrado em Petralona na Grécia, é o sapiens mais arcaico encontrado, pois apresenta algumas características do H. erectus. O crânio parcial, a direita foi encontrado na caverna de Arago em Tautavel, e tem, aproximadamente 300.000 anos. 
Estudos moleculares e paleontológicos mostram a origem do homem como sendo na África, entre 100 mil e 200 mil anos atrás. Seria a Hipótese de radiação (Out of Africa), que propõe que os humanos modernos evoluíram a partir de uma população de H s. arcaicos que migrou da África e substituiu todas as populações humanas no mundo. Portanto a espécie atual descende desse grupo que apareceu na África (matéria publicada no New York Times em 2016).
O crânio de Cro-Magnon foi encontrado em Les Eysie, França e datado em 28.000 anos. Cro-Magnon é o nome que se dá aos restos mais antigos conhecidos na Europa de Homo sapiens, a espécie à qual pertencem todos os humanos modernos. Entretanto, há restos mais antigos de Homo sapiens na África. A designação não se enquadra totalmente nas formas convencionais de denominação dos hominídeos, sendo frequentemente usada para designar, em sentido genérico, os povos mais antigos conhecidos na Europa que podem ser integrados entre os modernos humanos.
No Paleolítico Superior, os homens de Neandertal desapareceram, por volta de 30.000 a.C.. A teoria mais aceita na Antropologia, anteriormente, era que ocorreu um encontro entre os Neanderthais e os Homens de Cro-Magnon há cerca de 40 mil anos. Eles teriam entrado em um conflito que durou cerca de 10 mil anos que, por fim, acarretou o extermínio do Homem-de-Neanderthal. No entanto, estudos recentes, usando DNA antigo e após a sequenciação do genoma do Neanderthal, mostraram a persistência de variantes genéticas semelhantes ao Neanderthal em populações atuais de europeus e asiáticos, sugerindo que teria havido cruzamentos de Cro-Magnon com Neandertais a certa altura após se encontrarem.

“Primeiramente surgiram criaturas do tamanho de um homem, que andavam de pé, tinham cérebro pouco desenvolvido as quais foram chamadas Pitecantropo, ou Homem de Java (...) Em seguida surgiu  o Sinantropos, ou  Homem de Pequim, de cérebro também muito precário. Mais tarde surgiram tipos de cérebro mais evoluídos (...)e foram chamados de Homens de Solo (na Polinésia); de Florisbad (na África do Sul); da Rodésia (na África) e o mais generalizado de todos, chamado Homem de Neanderthal (no centro da Europa), cujos restos, em seguida, foram também encontrados nos outros continentes. Como possuíam cérebro bem maior foram chamados “Homo Sapiens”, conquanto  tivessem ainda muitos sinais de deficiências em relação à fala, à associação de idéias e à memória. O Neanderthal foi descoberto em camadas do Pleistoceno médio mas, logo  depois, no Pleistoceno superior surgiram esqueletos de corpo inteiro e de atitude vertical, como, por exemplo, o tipo negróide de Grimaldi, o tipo branco do Cro­  Magnon (pertencente à Quarta Raça, Atlante) e o tipo Chancelade. E por fim foram descobertos os tipos já bem desenvolvidos chamados Homens de Swanscombe (na Inglaterra), o de Kanjera (na África) o de Fontchevade (na França), todos classificados como  “Homo Sapiens sapiens”, isto é, “homens verdadeiros”. Ainda hoje existem na Rodésia (África) tipos semelhantes ao Neanderthal, que levam vida bestial e possuem crânio delicocéfalo  4 (ovalado)  com diâmetro  transversal ¼ menor que o diâmetro longitudinal. Estes tipos, estudados e classificados pela Ciência, conquanto tenham servido de base para suas investigações e conclusões, não valem todavia como prova da existência do tipo de transição. Na realidade, a Ciência ignora a data e o local do aparecimento do  verdadeiro tipo  humano, como também ignora qual o primeiro ser que pode ser  considerado como tal.”
Os Exilados de Capela, Edgard Armond

Os Cro-Magnon, a partir de 10.000 a.C., entraram em decadência. Com o crescente aumento da temperatura, muitos animais de seu consumo básico, como a rena e o mamute, desapareceram ou emigraram para o Norte. A escassez de recursos deu origem a grandes conflitos entre eles. Milhares pereceram, outros se espalharam por diversos pontos da Europa e da Ásia, formando os óvulos originais das comunidades que surgiriam no período seguinte, a Idade da Pedra Polida.


Fonte: http://www2.assis.unesp.br/darwinnobrasil/humanev2b.htm

Finalizando as considerações sobre a cadeia evolutiva do homem, volto ao livro de Emmanuel: “Os antropoides das cavernas espalharam-se então, aos grupos, pela superfície do globo, no curso vagaroso dos séculos, sofrendo as influencias do meio e formando os pródomos das raças futuras em seus tipos diversificados. (...)
Os séculos correram o seu velário de experiências penosas sobre a fronte dessas criaturas de braços alongados e de pelos densos, ate que um dia as hostes do invisível operaram uma definitiva transição no corpo perispiritual preexistente, dos homens primitivos, nas regiões siderais e em certos intervalos de suas reencarnações.”

Referencias:
Armond, Edgard. Os exilados da Capela. 1ª Ed. Editora Aliança, São Paulo, 2001. 
Xavier, Francisco Candido. A caminho da luz. Pelo Espirito Emmanuel. 38 ed, Brasilia: FEB, 2016.
http://www2.assis.unesp.br/darwinnobrasil/humanev2b.htm. Pesquisa feita em abril/2017.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Primatas. Pesquisa feita em abril/2017.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Evolução_humana. Pesquisa feita em abril/2017.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cronologia_da_evolução_humana Pesquisa feita em abril/2017.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Homo_habilis. Pesquisa feita em abril/2017.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Homo_ergaster. Pesquisa feita em abril/2017.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Homo_erectus. Pesquisa feita em abril/2017.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Homo_heidelbergensis. Pesquisa feita em abril/2017.
http://cienciaesaude.uol.com.br/ultnot/reuters/2007/08/08/ult4296u316.jhtm. Pesquisa feita em abril/2017.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cro-Magnon. Pesquisa feita em abril/2017.

Atualizado em 21/10/2018

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