Edgard Armond cita: “segundo a ciência oficial, quando o clima da Terra se amenizou, em
princípios do Mioceno (uma das quatro grandes divisões da Era Terciária,
isto é, o período geológico que antecedeu o atual) e os
antigos bosques tropicais começaram a ceder lugar aos prados verdes, os antigos
seres vivos que moravam nas árvores foram descendo para o chão, e aqueles que
aprenderam a caminhar erguidos formaram a estirpe da qual descende o homem
atual. Entre estes últimos (que conseguiram erguer-se) prevaleceu
um tipo, que foi chamado PROCONSUL, mais ou menos há 25 milhões de
anos, o que era positivamente um símio”.
Emmanuel, em seu livro A Caminho da Luz, “No período terciário a que nos reportamos,
sob a orientação das esferas espirituais notavam-se algumas raças de
antropoides, no Plioceno inferior. Esses antropoides, antepassados do homem
terrestre, e os ascendentes dos símios que ainda existem no mundo, tiveram a
sua evolução em pontos convergentes, e daí os parentescos sorológicos entre o
organismo do homem moderno e do chimpanzé da atualidade”.
Analisando a origem do ser humano, entendemos
que ele pertence a ordem dos Primatas, classificação estabelecida por Carl Linnaeus em 1758, na décima edição de seu livro, Systema Naturae. É um grupo de mamíferos que compreende também os popularmente
chamados de macacos, símios e lêmures. Os primatas surgiram de ancestrais arborícolas nas florestas tropicais; muitas das
características dessa ordem são adaptações a esse modo de vida.
O termo "humano" no contexto da evolução humana, refere-se ao gênero Homo, mas os estudos da evolução humana usualmente incluem outros
hominídeos, como os australopitecos.
O primeiro fóssil de hominídeo foi descoberto
no norte da África e é datado entre 5 a 8 milhões de anos atrás.
Há 5 milhoes de anos atrás (justamente no
inicio do Plioceno), temos registro de ancestrais humanos sofrerem especiação dos ancestrais dos chimpanzés. O último ancestral em comum é Sahelanthropus tchadensis. O mais antigo no ramo humano é o Orrorin tugenensis (Millennium Man, Quênia). Tanto
chimpanzés e humanos tem laringe que reposiciona-se durante os dois primeiros
anos de vida para uma localização entre a faringe e os pulmões, indicando que os ancestrais em comum tinham esta característica, uma
precursora da fala.
Pensa-se que o Homo habilis (que viveu no princípio do Pleistoceno inferior – aproximadamente 2 milhões de anos
atrás) é o ancestral do mais esguio e sofisticado Homo ergaster. Há um debate se seria H. habilis um
ancestral humano direto e se muitos fósseis conhecidos são adequadamente
atribuídos às espécies.
Das espécies pertencentes ao genero Homo, a que menos se parece com o H. sapiens é o Homo habilis, com braços proporcionalmente
muito mais longos, cavidade craniana menor e morfologia geral similar aos Australopithecus. O H. habilis recebe este nome pois
acreditava-se ser o primeiro a utilizar ferramentas de pedra lascada, o que lhe valeu o nome específico: habilis,
o habilidoso.
O Homo ergaster foi o primeiro
hominídeo a deixar a África - fósseis foram encontrados no Oriente Médio e no
Extremo Oriente (Java e Pequim), estes últimos receberam outros nomes (Homem de Java e Homem de Pequim).
De acordo com outros achados no mesmo local,
pensa-se que esta espécie, que era muito próxima da nossa, teria usado
instrumentos de pedra e poderia ter controlado o fogo, com fogueiras de acampamentos
há pelo menos 1,5 milhão de anos.
A melhor tradução para Homo ergaster seria
Homem Trabalhador, o que lhe cai bem visto que confeccionou muitos artefatos de
pedra com características mais elaboradas que seus predecessores.
O Homo erectus carregaria semelhança
aos seres humanos modernos, mas tinha um cérebro com aproximadamente 74 %
do homem moderno. Foram encontrados restos fossilizados desta espécie com entre 50 e 100 mil anos na África (p.ex., Lago Turkana e Desfiladeiro Olduvai), Europa (Geórgia), Indonésia (p.ex., Sangiran e Trinil), e China (p.ex., Shaanxi).
Num artigo escrito por Julie Steenhuysen, de
Chicago, temos pesquisas que indicam que os dois tipos de ancestrais do homem,
o Homo erectus e o Homo habilis, viveram bem próximos um do outro por cerca de
500 mil anos. Encontraram dois fósseis no ano 2000 a leste do lago Turkana, no
Quênia, dentro do projeto de pesquisa Kooby Fora, ligado aos Museus Nacionais
do Quênia. O fóssil do Homo habilis encontrado data de 1,44 milhão de
anos atrás, e é mais recente que outros fósseis conhecidos da espécie. O
segundo fóssil, encontrado na mesma região do norte do Quênia, é um crânio bem
preservado de Homo erectus, que data de cerca de 1,55 milhão de anos atrás, ou
seja, Homo erectus, que a principio seria uma especiação do Homo habilis, teria
surgido antes da extinção desta especie.
A proximidade entre eles indica que as duas
espécies tinham fontes de alimento e comportamentos diferentes, para permitir
que vivessem tão próximas entre si sem ser extintas.
Homo heidelbergensis é um hominídeo extinto que surgiu há mais de 500 000 anos e perdurou, pelo menos,
até cerca de 250 000 anos (Pleistoceno medio). Recebeu este nome pelo fato dos
primeiros fósseis descobertos terem sido encontrados próximo à Heidelberg, na Alemanha. É um antepassado direto do Homo
neanderthalensis na Europa, além de apresentar bastante semelhança com os Homo sapiens arcaicos encontrados na África: Homo rhodesiensis e Homo sapiens
idaltu. Hoje não se
sabe se o H. heidelbergensis foi antepassado direto do homem moderno;
encontra-se entre o Homo antecessor, espécie pouco conhecida e baseada em fósseis
achados nas colinas de Atapuerca (Espanha), e os H. neanderthalensis, na escala evolutiva. Apresenta
caracteres gerais intermediários entre H. erectus/H. ergaster e o H. sapiens.
O Homem de Neandertal compartilha com os
humanos atuais em 99,7 % do seu DNA. Revela no entanto diferenças morfológicas significativas. Prevalece
como fóssil
do gênero Homo enquanto habitante remoto da Europa e de territórios da Ásia ocidental desde há cerca de 350.000 até há 29.000 anos aproximadamente
(Paleolítico Médio e Paleolítico
Inferior, no Pleistoceno).
Fonte: http://www2.assis.unesp.br/darwinnobrasil/humanev2b.htm
Muitos autores consideram que a transição de H.
erectus para H. sapiens aconteceu aproximadamente 300.000 a 400.000 anos atrás.
O crânio esquerdo mostrado acima tem 300.000 mil anos e foi encontrado em
Petralona na Grécia, é o sapiens mais arcaico encontrado, pois apresenta
algumas características do H. erectus. O crânio parcial, a direita foi
encontrado na caverna de Arago em Tautavel, e tem, aproximadamente 300.000
anos.
Estudos moleculares e paleontológicos mostram a origem do homem como sendo na África,
entre 100 mil e 200 mil anos atrás. Seria a Hipótese de radiação (Out of
Africa), que propõe que os humanos modernos evoluíram a partir de uma população
de H s. arcaicos que migrou da África e substituiu todas as populações humanas
no mundo. Portanto a espécie atual descende desse grupo que apareceu na África
(matéria publicada no New York Times em 2016).
O crânio de Cro-Magnon foi encontrado em Les
Eysie, França e datado em 28.000 anos. Cro-Magnon é o nome que se dá aos
restos mais antigos conhecidos na Europa de Homo sapiens, a espécie à qual pertencem todos os humanos modernos. Entretanto, há restos mais antigos de Homo sapiens na África. A
designação não se enquadra totalmente nas formas convencionais de denominação
dos hominídeos, sendo frequentemente usada para
designar, em sentido genérico, os povos mais antigos conhecidos na Europa que podem ser integrados entre
os modernos humanos.
No Paleolítico
Superior, os homens
de Neandertal desapareceram, por volta de
30.000 a.C.. A teoria mais aceita na Antropologia, anteriormente, era que ocorreu um encontro
entre os Neanderthais e os Homens de Cro-Magnon há cerca de 40 mil anos. Eles
teriam entrado em um conflito que durou cerca de 10 mil anos que, por fim,
acarretou o extermínio do Homem-de-Neanderthal. No entanto, estudos recentes,
usando DNA antigo e após a sequenciação do genoma do Neanderthal, mostraram a persistência de variantes genéticas
semelhantes ao Neanderthal em populações atuais de europeus e asiáticos,
sugerindo que teria havido cruzamentos de Cro-Magnon com Neandertais a certa
altura após se encontrarem.
“Primeiramente surgiram criaturas do tamanho de um homem, que andavam de
pé, tinham cérebro pouco desenvolvido as quais foram chamadas Pitecantropo,
ou Homem de Java (...) Em seguida surgiu o Sinantropos, ou
Homem de Pequim, de cérebro também muito precário. Mais tarde surgiram tipos de
cérebro mais evoluídos (...)e foram chamados de Homens de Solo (na Polinésia); de Florisbad (na África do Sul); da Rodésia (na
África) e o mais generalizado de todos, chamado Homem de Neanderthal (no
centro da Europa), cujos restos, em seguida, foram também encontrados nos
outros continentes. Como possuíam cérebro bem maior foram chamados “Homo
Sapiens”, conquanto tivessem ainda muitos sinais de deficiências em
relação à fala, à associação de idéias e à memória. O Neanderthal foi
descoberto em camadas do Pleistoceno médio mas, logo depois, no
Pleistoceno superior surgiram esqueletos de corpo inteiro e de atitude
vertical, como, por exemplo, o tipo negróide de Grimaldi, o tipo branco do Cro
Magnon (pertencente à Quarta Raça, Atlante) e o tipo Chancelade. E
por fim foram descobertos os tipos já bem desenvolvidos chamados Homens de Swanscombe
(na Inglaterra), o de Kanjera (na África) o de Fontchevade (na França),
todos classificados como “Homo Sapiens sapiens”, isto é, “homens
verdadeiros”. Ainda hoje existem na Rodésia (África) tipos semelhantes ao
Neanderthal, que levam vida bestial e possuem crânio delicocéfalo 4
(ovalado) com diâmetro transversal ¼ menor que o diâmetro
longitudinal. Estes tipos, estudados e classificados pela Ciência, conquanto
tenham servido de base para suas investigações e conclusões, não valem todavia
como prova da existência do tipo de transição. Na realidade, a Ciência ignora a
data e o local do aparecimento do verdadeiro tipo humano, como
também ignora qual o primeiro ser que pode ser considerado como tal.”
Os Exilados de Capela, Edgard Armond
Os Cro-Magnon, a partir de 10.000 a.C., entraram em decadência. Com o crescente aumento da temperatura, muitos animais de seu consumo básico, como a
rena e o mamute, desapareceram ou emigraram para o Norte. A escassez de recursos deu origem a grandes conflitos entre eles.
Milhares pereceram, outros se espalharam por diversos pontos da Europa e
da Ásia, formando os óvulos originais das comunidades que surgiriam no período seguinte,
a Idade da
Pedra Polida.
Fonte: http://www2.assis.unesp.br/darwinnobrasil/humanev2b.htm
Finalizando
as considerações sobre a cadeia evolutiva do homem, volto ao livro de Emmanuel:
“Os antropoides das cavernas
espalharam-se então, aos grupos, pela superfície do globo, no curso vagaroso
dos séculos, sofrendo as influencias do meio e formando os pródomos das raças
futuras em seus tipos diversificados. (...)
Os séculos correram o seu velário de
experiências penosas sobre a fronte dessas criaturas de braços alongados e de
pelos densos, ate que um dia as hostes do invisível operaram uma definitiva
transição no corpo perispiritual preexistente, dos homens primitivos, nas
regiões siderais e em certos intervalos de suas reencarnações.”
Referencias:
Armond, Edgard. Os exilados da Capela. 1ª Ed. Editora Aliança, São Paulo, 2001.
Xavier, Francisco Candido. A caminho da luz. Pelo Espirito Emmanuel. 38 ed, Brasilia: FEB, 2016.
http://www2.assis.unesp.br/darwinnobrasil/humanev2b.htm. Pesquisa feita em abril/2017.
Armond, Edgard. Os exilados da Capela. 1ª Ed. Editora Aliança, São Paulo, 2001.
Xavier, Francisco Candido. A caminho da luz. Pelo Espirito Emmanuel. 38 ed, Brasilia: FEB, 2016.
http://www2.assis.unesp.br/darwinnobrasil/humanev2b.htm. Pesquisa feita em abril/2017.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Primatas. Pesquisa feita em abril/2017.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Evolução_humana. Pesquisa feita em
abril/2017.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cronologia_da_evolução_humana Pesquisa
feita em abril/2017.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Homo_habilis. Pesquisa feita em
abril/2017.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Homo_ergaster. Pesquisa feita em
abril/2017.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Homo_erectus. Pesquisa feita em
abril/2017.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Homo_heidelbergensis. Pesquisa feita em
abril/2017.
http://cienciaesaude.uol.com.br/ultnot/reuters/2007/08/08/ult4296u316.jhtm.
Pesquisa feita em abril/2017.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cro-Magnon. Pesquisa feita em abril/2017.
Atualizado em 21/10/2018



Nenhum comentário:
Postar um comentário