domingo, 21 de outubro de 2018

07. N) Povos de Israel. Infancia e Adolescencia de Jesus


“E o menino crescia, e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele.
Ora, todos os anos iam seus pais a Jerusalém à festa da páscoa;
E, tendo ele já doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume do dia da festa.
E, regressando eles, terminados aqueles dias, ficou o menino Jesus em Jerusalém, e não o soube José, nem sua mãe.
Pensando, porém, eles que viria de companhia pelo caminho, andaram caminho de um dia, e procuravam-no entre os parentes e conhecidos;
E, como o não encontrassem, voltaram a Jerusalém em busca dele.
E aconteceu que, passados três dias, o acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os, e interrogando-os.
E todos os que o ouviam admiravam a sua inteligência e respostas.
E quando o viram, maravilharam-se, e disse-lhe sua mãe: Filho, por que fizeste assim para conosco? Eis que teu pai e eu ansiosos te procurávamos.
E ele lhes disse: Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?
E eles não compreenderam as palavras que lhes dizia.
E desceu com eles, e foi para Nazaré, e era-lhes sujeito. E sua mãe guardava no seu coração todas estas coisas.
E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens.”
Biblia Sagrada, Lucas 2:40-52

Após a famosa apresentação de Jesus aos doutores do Templo de Jerusalém, Maria recebeu a visita de Isabel e de seu filho, em sua casinha pobre de Nazaré. Depois das saudações habituais, do desdobramento dos assuntos familiares, as duas primas entraram a falar de ambas as crianças, cujo nascimento fora antecipado por acontecimentos singulares e cercado de estranhas circunstâncias.(...) O que me espanta dizia Isabel com caricioso sorriso é o temperamento de João, dado às mais fundas meditações, apesar da sua pouca idade. Não raro, procuro-o inutilmente em casa, para encontrá-lo, quase sempre, entre as figueiras bravas, ou caminhando ao longo das estradas adustas, como se a pequena fronte estivesse dominada por graves pensamentos. Essas crianças, a meu ver respondeu-lhe Maria, intensificando o brilho suave de seus olhos —, trazem para a Humanidade a luz divina de um caminho novo. Meu filho também é assim, envolvendo-me o coração numa atmosfera de incessantes cuidados. Por vezes, vou encontrá-lo a sós, junto das águas, e, de outras, em conversação profunda com os viajantes que demandam a Samaria ou as aldeias mais distantes, nas adjacências do lago. Quase sempre, surpreendo-lhe a palavra caridosa que dirige às lavadeiras, aos transeuntes, aos mendigos sofredores... Fala de sua comunhão com Deus com uma eloquência que nunca encontrei nas observações dos nossos doutores e, constantemente, ando a cismar, em relação ao seu destino.
Apesar de todos os valores da crença murmurou Isabel, convicta —, nós, as mães, temos sempre o espírito abalado por injustificáveis receios. Como se se deixasse empolgar por amorosos temores, Maria continuou: — Ainda há alguns dias, estivemos em Jerusalém, nas comemorações costumeiras, e a facilidade de argumentação com que Jesus elucidava os problemas, que lhe eram apresentados pelos orientadores do templo, nos deixou a todos receosos e perplexos. Sua ciência não pode ser deste mundo: vem de Deus, que certamente se manifesta por seus lábios amigos da pureza. Notando-lhe as respostas, Eleazar chamou a José, em particular, e o advertiu de que o menino parece haver nascido para a perdição de muitos poderosos em Israel. Com a prima a lhe escutar atentamente a palavra, Maria prosseguiu, de olhos úmidos, após ligeira pausa: — Ciente desse aviso, procurei Eleazar, a fim de interceder por Jesus, junto de suas valiosas relações com as autoridades do templo. Pensei na sua infância desprotegida e receio pelo seu futuro. Eleazar prometeu interessar-se pela sua sorte; todavia, de regresso a Nazaré, experimentei singular multiplicação dos meus temores. Conversei com José, mais detidamente, acerca do pequeno, preocupada com o seu preparo conveniente para a vida!... Entretanto, no dia que se seguiu às nossas íntimas confabulações, Jesus se aproximou de mim, pela manhã, e me interpelou: “Mãe, que queres tu de mim? Acaso não tenho testemunhado a minha comunhão com o Pai que está no Céu!
Altamente surpreendida com a sua pergunta, respondi-lhe, hesitante: Tenho cuidado por ti, meu filho! Reconheço que necessitas de um preparo melhor para a vida... Mas, como se estivesse em pleno conhecimento do que se passava em meu íntimo, ponderou ele: “Mãe, toda preparação útil e generosa no mundo é preciosa; entretanto, eu já estou com Deus. Meu Pai, porém, deseja de nós toda a exemplificação que seja boa e eu escolherei, desse modo, a escola melhor. No mesmo dia, embora soubesse das belas promessas que os doutores do templo fizeram na sua presença a seu respeito, Jesus aproximou-se de José e lhe pediu, com humildade, o admitisse em seus trabalhos. Desde então, como se nos quisesse ensinar que a melhor escola para Deus é a do lar e a do esforço próprio concluiu a palavra materna com singeleza —, ele aperfeiçoa as madeiras da oficina, empunha o martelo e a enxó, enchendo a casa de ânimo, com a sua doce alegria!”
Boa Nova, Francisco Xavier Humberto de Campos

“Muitos séculos depois da sua exemplificação incompreendida, há quem o veja entre os essênios, aprendendo as suas doutrinas, antes do seu messianismo de amor e de redenção. As próprias esferas mais próximas da Terra, que pela força das circunstâncias se acercam mais das controvérsias dos homens que do sincero aprendizado dos Espíritos estudiosos e desprendidos do orbe, refletem as opiniões contraditórias da Humanidade, a respeito do Salvador de todas as criaturas. O Mestre, porém, não obstante a elevada cultura das escolas essênias, não necessitou da sua contribuição. Desde os seus primeiros dias na Terra, mostrou-se tal qual era, com a superioridade que o planeta lhe conheceu desde os tempos longínquos do princípio.”
Francisco Candido Xavier/Emmanuel. A caminho da luz

Além de ter estado junto aos essênios, há fontes que afirmam sua passagem na Índia. Abaixo transcrevo passagem do livro de Francisco Werneck, o qual cita “A vida desconhecida de Jesus Cristo, de Nicolau Notovich:

“Tais crônicas contêm a descrição da vida e das obras do “melhor dos filhos dos homens”, santo Issa, um sábio israelita que, tendo vivido muitos anos entre os sacerdotes brâmanes e budistas, voltou para o seu país, onde foi condenado à morte por ordem do governador romano Pôncio Pilatos, depois de ter sido duas vezes absolvido por um tribunal composto de sábios e anciões da Judéia. As narrações conservadas nesses antiquíssimos documentos, redigidos segundo o testemunho de mercadores vindos da Judéia, com a notícia do martírio do santo Issa, assemelham-se, em quase todos os pontos, às dos Evangelhos e mantêm um nexo iniludível de analogia com o que se sabe da vida de Jesus.
Em resumo, e seguindo tanto quanto possível a letra dos textos traduzidos, essas crônicas budistas nos dizem que um jovem israelita, já conhecido na Galiléia aos treze anos “pelos discursos edificantes em nome do Todo Poderoso”, abandonou ocultamente, naquela idade, a casa paterna, e numa caravana de mercadores, tomou o caminho da India “para se aperfeiçoar na palavra divina e estudar a lei dos grandes Budas”.
Chegando à India, os Djainitas, impressionados com a profunda sabedoria e alta inspiração do jovem peregrino israelita, procuraram atraí-lo para a sua seita, mas Issa se afastou pouco tempo depois para Djaguernat, onde os padrões brâmanes o acolheram com carinho e lhe “ensinaram a compreender os Vedas, a curar com o auxilio de preces, a ensinar e a explicar a Escritura Sagrada ao povo, a expulsar o espírito maligno do corpo do homem e a lhe restituir a forma humana”.
Em Djaguernat passou seis anos. No começo, a língua do pais, o sânscrito, as doutrinas religiosas, a filosofia, a medicina e as matemáticas constituem o objetivo de seus estudo prediletos. Depois, suas prédicas, dirigidas de preferência as classes miseráveis dos sudras, seus ataques reiterdos à hierarquia dos deuses que desnaturavam o principio do monoteísmo, a negação da origem divina dos Vedas irritaram profundamente os padres brâmanes e os guerreiros, que resolveram dar-lhe a morte. Avisado em tempo pelos discípulos que a sua bondade e a magia da sua palavra tinham conquistado, o jovem profeta encaminhou-se para as montanhas do Nepal, onde o Budismo florescia em todo o seu esplendor.
O princípio da unidade divina era ali religiosamente conservado em sua pureza primitiva já há quinhentos anos, quando o Principe Çakia-Muni fundara a doutrina budista. Seis anos depois, Issa, já preparado para a explicação dos livros sagrados e iniciado nas doutrinas e praticas religiosas dos sacerdotes budistas, resolveu retornar ao seu pais. Completara 26 anos. As noticias das humilhações dos seus compatriotas e das calamidades que devastavam a terra que ele deixara em criança decidiram-no a abandonar a India.”

Neste livro há outras passagens que reiteram a passagem de Jesus pela India, como Nicolau Roerich e ate mesmo o livro “Herculanum”, do espírito conde de Rochester.

Atualizado em 02/Janeiro/2019.

Xavier, Francisco Candido. A caminho da luz. Pelo Espírito Emmanuel. 38 ed, Brasília: FEB, 2016.
Werneck, Francisco Klörs. Jesus dos 13 aos 30 anos. 7ª Ed, Rio de Janeiro: Editora Eco.
Bíblia Sagrada. Tradução João Ferreira de Almeida.

Xavier, Francisco Candido. Boa Nova. Pelo Espírito Humberto de Campos. 37 ed, Brasília: FEB, 2014.

Um comentário:

  1. Sobre a ida de Jesus à Índia, acredito até que possa ter acontecido, mas para ensinar, nunca aprender. Um espírito no seu nível de evolução não teria o que aprender com humanos, não acha?

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